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Número III - 20 de Novembro de 2007
Estamos em Falta: Vida Riachense sem Edição de Outubro
Vida Riachense n’ “O Almonda”
Obras imperfeitas na Rua de São Silvestre
Para quando repavimentação e saneamento básico na Rua da Costa Brava?
Largo Manuel Simões Serôdio vai ter cara lavada
Valetas Cimentadas na Vila
Variante sem passeios
Marcações da EN 243 ficaram a meio
Passagem junto ao Pavilhão inaugurada
Semáforos no Cruzamento do Banco Millennium não funcionam há dois meses
Avenida 16 de Maio continua por concluir
Muro da Vergonha: Situação mantém-se inalterada
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Estamos em Falta: Vida Riachense sem Edição de Outubro
Vida Riachense não morreu! Nem, tampouco se rendeu ou vendeu aos dinheiros do establishment local. Fiquem os leitores, (que enviaram emails questionando acerca do atraso na actualização do site que deveria, em princípio, ser mensal), tranquilos!
As razões que justificam este desrespeito pelos nossos leitores – que são cada vez mais – são, afinal, bem mais simples e mundanas. Vida Riachense continua a ser um projecto essencialmente “a solo”. Pese embora a disponibilidade manifestada em acolher contributos e o apelo solicitando colaborações lançado pelo editor, continua a ser este o único dispensar periodicamente algum do seu tempo para discutir Riachos e os problemas.
Tendo presente os necessários constrangimentos decorrentes de uma actividade profissional exigente e desgastante, bem como de um horário preenchido inerente, o editor tudo faz no sentido de poder conferir alguma periodicidade ao site, uma periodicidade, tanto quanto possível, diferente do conceito ensaiado pelo órgão de informação concorrente cá do burgo, para o qual as necessidades de ajuste na programação são uma constante como justificativo de uma ou outra semana de adiamento.
Na Vida Riachense assumimos as nossas falhas. Há mais de dois meses que o site não era actualizado. Pretendemos continuar a fidelizar os nossos visitantes e assumirmo-nos como a voz incómoda dos Riachenses junto das orelhas dos responsáveis. Porém o caminho das falhas não é o correcto, razão pela qual assumimos as nossas responsabilidades e nos penitenciamos por tal, prometendo que tudo faremos no sentido de igual situação não se repetir no futuro, ainda que, pelas razões acima expostas temos consciência de ser muito provável que, mesmo cumprindo o desejo formulado não possamos evitar ocorrências análogas.
Por respeito aos mais de 300 internautas que nos visitaram desde o início do mês, não obstante mais de dois meses de ensurdecedor silêncio, o presente esclarecimento e demais justificações impunham-se. Obrigado pela vossa visita. Tudo faremos para que continuemos a merecer a vossa confiança. Continuem a aparecer e a enviar feed-back, nem que seja para lembrar o atraso na actualização, para criticar a iniciativa, ou, principalmente, e é esse o nosso desejo, contribuir.
O nosso bem-haja a todos.
O Editor.
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Vida Riachense n’ “O Almonda”
A convite do Jornal “O Almonda” dirigido ao editor do Projecto Vida Riachense, o qual foi aceite após a necessária e devida ponderação e acerto das linhas mestras da colaboração, Riachos dispõe agora de uma coluna para, periodicamente, serem apresentados e discutidos os problemas, as realizações e, em sentido lato, Riachos, no mais antigo e importante periódico de publicação regular no concelho.
É porém evidente que por muitos motivos, que vão desde as inúmeras actividades que decorrem em Riachos, bem como à própria extensão e também dispersão da terra ou ainda ao elevado número de associações e colectividades existentes, situações que criam um manancial informativo incompatíveis com os exíguos meios e limitada disponibilidade emprestada pelo editor da Vida Riachense a este projecto, que se solicita a todos quantos desejem divulgar actividades de Riachos e dos Riachenses, que utilizem este canal privilegiado, remetendo toda a informação pertinente para a caixa de correio do site, a qual será oportunamente remetida e divulgada também n’ “O Almonda”, seguindo aliás o espírito da parceria/colaboração proposta.
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Obras imperfeitas na Rua de São Silvestre
Alvo de uma profunda intervenção há escassos meses que consistiu essencialmente na construção de uma rua onde anteriormente apenas existia um caminho, a Rua de São Silvestre apresenta já deficiências inaceitáveis face à recente conclusão dos trabalhos e, neste contexto, talvez fosse conveniente quem de direito exigir responsabilidades à empresa responsável pela empreitada.
Além das evidentes deficiências no pavimento, o qual se encontra profundamente irregular, especialmente junto das tampas que conferem acesso às instalações subterrâneas, há ainda a registar o deficiente escoamento das águas pluviais muito por força da construção das passadeiras elevadas, (solução que, convenhamos, além de discutível legalidade não comprovou ainda qualquer utilidade na redução da sinistralidade), junto das quais a água se acumula em grandes quantidades, originando verdadeiros banhos aos transeuntes.
Do outro lado, também a Rua dos Casais Novos apresenta idênticas deficiências, ainda que não tão evidentes quanto as da Rua de São Silvestre e, continuamos a aguardar pela conclusão dos trabalhos no prolongamento da Rua até ao Botequim, cujo pavimento se encontra visivelmente degradado, colocando em causa a segurança dos automobilistas, situação que poderia ser facilmente resolvida, assim existisse vontade para tal, atendendo a que, neste troço já se encontram presentes, desde há alguns anos as infra-estruturas de saneamento básico, bastando, portanto, para resolver a situação, a colocação de um piso novo.
Porém, ou muito nos enganamos, ou tal obra apenas terá lugar lá para meados de 2009…
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Para quando repavimentação e saneamento básico na Rua da Costa Brava?
Surgiu há dias um vídeo no Youtube, alegadamente da responsabilidade da oposição camarária, denunciando o estado de algumas artérias no interior da cidade de Torres Novas, nomeadamente, ruas esburacadas, sem pavimento, com prédios a cair e obstruídas por entulho. No referido documento eram visíveis paisagens mais consentâneas com um cenário de guerra do que propriamente com o espaço urbano de um país, alegadamente desenvolvido, cuja última guerra civil teve lugar há mais de século e meio e cujas revoluções subsequentes foram sempre do tipo “diz que é uma espécie de…”
Não é, porém, apenas na cidade que tal cenário idílico ocorre. Ainda muito recentemente, em resultado de um aparatoso e grave acidente de viação que obrigou ao corte da circulação na EN 243, os automobilistas tiveram a rara oportunidade de experimentar um dos tesouros escondidos de Riachos, esse hino à utilização de Todo-o-terreno: a Rua da Costa Brava.
Desde há muitos anos que esta via representa um verdadeiro tormento à circulação automóvel. O pavimento, além de estreito, sem bermas, sem valetas, sem alcatrão, sem saneamento básico e profundamente esburacado é uma verdadeira odisseia para todos quantos aí, diariamente, são obrigados a circular, os mesmos que pagam impostos para se esbanjarem em obras de fachada em Torres Novas, palmeiras, rotundas, calhaus, de sentido estético e utilitário de índole muito duvidosa mas que, posteriormente, não dispõem de acessos condignos à habitação.
É tempo de a Câmara Municipal de Torres Novas adoptar outro estilo na definição de prioridades: Acabem-se com palmeiras, e pretensas obras de arte e invista-se naquilo que efectivamente pode melhorar as condições de vida dos cidadãos, com as acessibilidades à cabeça.
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Largo Manuel Simões Serôdio vai ter cara lavada
Noticiava com enorme pompa uma das últimas edições da publicação “noticiosa” concorrente o projecto de requalificação do Largo Manuel Simões Serôdio.
Evidentemente que todos os riachenses querem o melhor para a sua terra. Todos, sem excepção, por certo gostaríamos que a nossa terra fosse exemplo de qualidade de vida, de prosperidade, de limpeza e arranjo.
Todavia a realidade no concelho de Torres Novas e, particularmente em Riachos é bem diferente. Em circunstâncias normais, a Vida Riachense teria de apoiar todo e qualquer projecto que visasse o arranjo e aprimoramento da vila. Porém, não podemos manifestar a nossa concordância a um projecto de fachada, que nada de novo trará aos riachenses, quando são tão grandes e profundas as limitações da terra.
Enquanto não for concluído o Pavilhão Gimnodesportivo, enquanto os peões tiverem de pisar o asfalto para dar uma volta pé pelas ruas da vila, enquanto os espaços verdes apresentarem o mesmo aspecto sujo e desprezado que ostentam actualmente, enquanto tantas e tantas obras se mantiverem por concluir, opor-nos-emos a qualquer obra de fachada como a apresentada, para mais se, como nas restantes, for principiada e jamais concluída.
As eventuais verbas disponíveis para investimento deverão, em nossa opinião ser canalizadas para a conclusão de projectos existentes, para a criação de condições e valências necessárias e nunca, como parece ser o caso, para financiar inutilidades, as chamadas obras de regime, eleitoralistas, cujo único fito é perpetuar durante anos “a obra feita”.
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Valetas Cimentadas na Vila
Uma recente inovação tomou conta das ruas de Riachos. Por decisão da Junta de Freguesia, as valetas de algumas das ruas começaram a ser cimentadas, uma situação que se louva. Além de deixar de existir lama, as águas escorrem com maior facilidade e, nas bermas deixam de crescer as tão indesejáveis ervas.
Estaria, portanto, a Junta de Freguesia de parabéns acaso os trabalhos tivessem sido executados com um mínimo de perfeição, o que não é o caso, como facilmente se poderá aferir pela observação das valetas da Rua Nova em frente da Igreja, ou se tivessem sido limpos os colectores de águas pluviais, como as recentes chuvas vieram demonstrar que não foram.
Enaltece-se, assim a ideia, simples, barata e de rápida execução, que representa um salto qualitativo no investimento da Junta, embora os reparos acima deixados. Esperamos aliás que o conceito e a aposta em pequenas obras, simples e baratas mas que possam influenciar positivamente a vida dos cidadãos seja para manter. Ao invés de projectos megalómanos e obras de fachada ou de utilidade questionável, o que os Riachenses pretendem é, por exemplo, poder caminhar pelas ruas da vila sem correrem o risco de atropelamento, situação que não se verifica.
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Variante sem passeios
Nasceu de um parto difícil a Variante de Riachos, tantos foram os adiamentos ao projecto inicial, as alterações ao mesmo e, igualmente o crescimento da própria Vila que acabaram por condicionar fortemente a implantação deste equipamento público.
Os atrasos ao projecto foram a tal ponto evidentes que a variante, inaugurada “apenas” 19 anos após o primeiro projecto, surgiu a tal ponto desactualizada face à nova realidade da terra (a qual se desenvolveu bastante nas duas décadas que mediaram os primeiros estudos e a sua efectiva implementação) que foi necessário dotá-la de rotundas, semáforos, e imagine-se, passeios, uma vez que boa parte do traçado se verifica em plena área urbana.
Porém, os malfadados passeios, na verdade pouco mais que um lancil, por constituírem mais um, entre tantos outros, remendo ao projecto, nunca foram efectivamente concluídos, à semelhança daquilo que sucede na maior parte da vila onde a existência de passeios é ainda um luxo intermitente, razão pela qual os peões circulam, numa alegada variante, em plena faixa de rodagem, colocando a vida em risco, sem que, as autoridades competentes e eleitas para solucionar o assunto exteriorizem qualquer preocupação com a situação.
Este texto pretende pois, servir de alerta para uma realidade por enquanto pouco visível e que consiste essencialmente na construção de passeios, pelo menos no espaço urbano que é cortado por esta via.
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Marcações da EN 243 ficaram a meio
Passaram dois meses desde que a velhinha EN 243 foi alvo de obras de beneficiação, mais concretamente pela colocação de um novo pavimento e pela re-marcação da sinalização horizontal.
Além da aberração que constitui não terem sido asfaltados os 200 metros que distam entre a Sociedade Lusitana de Destilação e o acesso ao viaduto Sul, de já terem sido efectuados cortes no novo pavimento para trabalhos diversos, acresce que a obra ficou incompleta. Da rotunda da carroça em diante, os limites laterais da faixa de rodagem não foram marcados, apenas tendo sido pintadas as marcações centrais, situação difícil de entender noutro contexto que não o do habitual laxismo e falta de fiscalização que preside às obras públicas.
Não se compreende como é tal lapso possível. Ainda assim, fica o alerta para que, quem de direito, trate de o solucionar.
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Passagem junto ao Pavilhão inaugurada
Foi já inaugurada a passagem pedonal junto ao Pavilhão, destinada a substituir a recém fechada Rua Dr. Guimarães Oliveira, leia-se a maior aberração nos últimos tempos em matéria de investimento municipal em Riachos.
Desde o início que o Projecto Vida Riachense assumiu uma postura crítica relativamente ao projecto e encetou uma campanha visando uma inflexão na decisão do fecho da Rua Dr. Guimarães Oliveira. Concordamos com o seu fecho a trânsito automóvel, mas não aos peões.
Além do mais uma outra questão se levanta: a vedação das escolas primárias, custeada com a carolice e contribuição dos pais, foi retirada e re-utilizada sem que quem trabalhou para que a vedação do recinto escolar fosse uma realidade tivesse sido consultado ou sequer informado da decisão. Deplorável de facto mas, enfim, nada a que não nos tenhamos já habituado.
Assumimos, em todo o caso, a derrota: o desígnio de travar a passagem junto ao Pavilhão, bem como o fecho da Rua Dr. Guimarães Oliveira, falhou. Falhou também pela evidente e já conhecida falta de união e de motivação dos riachenses para as causas que directamente os afectam. O tão propalado bairrismo riachense, tão conhecido em inúmeras paragens, parece afinal tão mítico quanto o monstro Adamastor.
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Semáforos no Cruzamento do Banco Millennium não funcionam há dois meses
Permanece o mistério que envolve os semáforos junto ao Banco Millennium. Na anterior edição de Setembro já havíamos dado conta de um estranho apagão. Entretanto, alguns dias volvidos, voltaram os mesmos a funcionar para, decorrida nem uma semana se apagarem definitivamente, até, pelo menos, ao dia em que são redigidas as presentes linhas.
Desconhece-se em absoluto as razões que justificam tão misterioso apagão. Seria todavia útil que as autoridades responsáveis, nomeadamente o poder autárquico, acordassem para o problema e tratassem de o resolver.
Convenhamos que, além do perigo resultante para todos os utentes da via pública decorrente do não funcionamento da sinalização luminosa, para mais num cruzamento onde se repetiam os acidentes antes da colocação dos referidos semáforos, não se compreende nem a demora na reposição da normalidade, nem o igualmente estranho silêncio num esclarecimento da situação, nem ainda a utilidade de um equipamento que não cumpre com a função para a qual foi adquirido.
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Avenida 16 de Maio continua por concluir
Foi anunciado pelo cão de guarda do burgo, citando-se o Presidente da Junta, João Cardoso, faz mais de dois meses, que a avenida 16 de Maio seria alvo de uma intervenção que, até ao final do ano, modificaria por completo o seu aspecto.
Entretanto, Dezembro aproxima-se a passos largos sem que, todavia, se vislumbrem quaisquer indícios de que a promessa presidencial será cumprida.
E, sabe-se como Dezembro é pródigo em matéria de produtividade em geral e do funcionalismo público em particular, pelo que se adivinha, que a promessa do presidente poderá não ser, à semelhança de tantas outras, efectivamente cumprida.
Continuamos todavia a aguardar, com paciência de chinês, pela conclusão da Avenida 16 de Maio. Riachos não pede palmeiras, extensas calçadas, relvados a perder de vista, calhaus sob a forma de pretensas obras de arte. Riachos exige, isso sim que seja possível caminhar sem o risco de atropelamento e sem sujar os sapatos de lama de cada vez que chove.
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Muro da Vergonha: Situação mantém-se inalterada
Ao contrário do avançado n’ “O Riachense”, o muro da vergonha, vulgo o paredão do Campo de Jogos Coronel Mário Cunha, continua com o mesmo aspecto deplorável que o caracteriza desde há 10 anos.
As promessas de resolução do imbróglio sucedem-se sem que, todavia se concretizem. Entretanto o mamarracho continua a poluir a vista dos riachenses e a assumir-se como mais um, entre muitos, maus cartões de visita de Riachos.
Enquanto a situação não for resolvida, por mais pateta que possa parecer a repetição ad infinitum da presente mensagem, não cessaremos de o fazer. Riachos e os riachenses devem exigir que o muro da vergonha seja intervencionado.
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