MENSAGEM DE ABERTURA
Há catorze anos consumava-se uma das mais sinistras reviravoltas políticas jamais verificadas em Portugal. Arnaldo Santos, até então Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas era remetido para o eterno olvido, assim como o resto do concelho.
No seu lugar, o socialista António Rodrigues fazia de Torres Novas a Paris do século XVIII e abria a cidade às luzes da modernidade. Era o tempo do Centro do Progresso, enquanto simultânea e funestamente as insustentáveis trevas do obscurantismo medieval se abatiam pesadamente sobre as demais freguesias. Era o tempo do socialismo local, entretanto alargado ao nacional socialismo.
É contra tal abandono institucional, contra as assimetrias agravadas e outras entretanto criadas entre a metrópole e o remanescente do concelho que este espaço se pretende insurgir. Ambicionamos assinalar os contrastes entre Torres Novas e as demais freguesias partindo da perspectiva do munícipe não residente em Torres Novas, mostrando as gritantes dissemelhanças entre as principais freguesias, com Riachos à cabeça, e a sede de concelho.
Não nos sentiremos vinculados em relação a qualquer periodicidade, não seremos coagidos por grupos de pressão quaisquer que sejam os interesses que representem, a não ser os da justa e equitativa repartição dos investimentos por todas as freguesias do concelho, não seremos influenciáveis, nem vendáveis.
As peças que aqui serão incluídas procurarão ilustrar por meio de suporte imagético as profundas disparidades assinaladas. Não nos calaremos enquanto não for visível uma inflexão na política da actual equipa autárquica, ou enquanto a mesma não for igualmente recolocada bem no fundo da caixa de Pandora. |